Textos em Prosa

Ana Luísa Peluso

Anarchia
1995

Sou para poucos...

Pra quem não tiver medo de conhecer meus mistérios.

E conviver com suas loucuras, 

E meus apaixonantes e intensos atos de expressão.

Para quem quiser algo mais calmo e pacato,

Não bata na minha porta,  não entre na minha casa,

Não me conheça.

 

Fique com seus limites, seus preceitos,

E seus preconceitos.

Seus racismos e todos os 'ismos' que exitem.

 

Para me acompanhar,

É preciso não ter medo de chorar.

É preciso ter coragem de tocar todos os pontos nevrálgicos dessa decadente sociedade.

Limpar a mente dessa corrosão exibicionista.

Pensar livremente.

Deixar de ser um robô da burguesia, que faz todas as caras e bocas, que aparecem na revista semanal, na coluna 'In'.

 

Às vezes é precido estar 'out' para se sentir livre,  e principalmente se achar.

Se você é um desses poucos, permita-me apresentar essa pessoa que não se prende à quaisquer ditaduras, eu.

voltar