Poemas Dedicados

À Vânia Diniz

Cigana,
Ana Luísa Peluso

De temperamento forte,
De olhar do mesmo porte,
Cujas ondas nos cabelos
Lembram as de outros mares,
(aqueles de sua infância)
_não desfaleça seus sonhos,
_não acredite no medo
_não temas em segredo
_não chores nunca sozinha.

Esses seus lindos olhos
Enigmáticos,
Não foram
Realmente concebidos
Para serem estáticos.

Eles pulsam o reflexo da vida
Dos outros
Que a atriz viveria
Se os contos e a poesia
Não a tivessem roubado
Debaixo dos refletores.

Mas ainda assim,
Ora risonho,
Ora tristonho estado de ser,
Você é a autêntica forma
De um ser verdadeiro,
Que não esconde o que sente,
Por medo de perder. 

Cigana lutadora,
Empunhe seu arco e flecha
Feitos de sua vontade.
Acerte o alvo da felicidade.
Ele está ali, no seu âmago,
No espelho – em seus olhos,
Nesse espaço, junto aos amigos,
Naquele outro espaço:
Nossos sonhos,
Nosso abrigo:
Os livros que sonhamos
Levar a todos.

Está também na vida
Que escrevemos
Todos os dias,
Que faz da poesia
Nosso maior presente.

Cigana,
Não tente desviar o caminho
Nem um milímetro a mais;
Há ainda em seu semblante
O mesmo e inefável rompante
De vida
Que senti quanto te vi
Naquele dia, à tarde,

Quando entrei em seu site
E te reconheci.

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