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Semana passada houve alguns jogos memoráveis na televisão. Um, internacional e outro, nacional. O nacional foi Atlético Paranaense e São Caetano. Beleza de partida. Este jogo foi só beleza, narração agradável, cobertura perfeita de imagens com repetições. Domingo, na Globo. Jogaço de bola. O outro foi Barcelona e Málaga, um baile do Barcelona. Primeiro comecei a vê-lo pelo canal 70 da Sky. Uns três cidadãos a narrá-lo. Mas os senhores falavam de tudo, menos do jogo. Quando a bola se aproximava da área, com perigo, aí se ligavam na partida. Insuportável para quem quer distinguir qual o jogador que está com a bola e sabe, como eu, que as jogadas de meio-campo são tão importantes quanto as da grande área. Que insuportável falação aquela, aliás, mania que grassa na maioria das transmissões futebolísticas, onde a informação vai para terceiro plano. ******* Por questão de dois pontos a menos no Ibope, resolveram aquecer a trama da novela Começar de Novo. Isso acontece várias vezes. No caso, o ótimo Antônio Calmon adoeceu e se afastou, e, agora, os personagens começaram a se transformar. O Olavo Bilac, de panaca gaiato, virou um vilão de circo. A bela e doce Letícia, que estava com nojo do marido mau caráter e criminoso, ficou amiguinha dele e resolveu ajudá-lo a sair da falência. Arranjaram um câncer para a Janis Doidona. A megera principal, Lucrecia Borges, ficou muda, com um derrame sem qualquer sintoma aparente de AVC. Inventaram uma personagem Gigi às pressas e que, de tão súbita, ainda não se definiu, apesar do talento e da graça da atriz que a salvam das contradições em que a meteram. E vinha sendo uma novela bem legal. Ainda bem que a alta qualidade dos atores, atrizes e a direção salvam a pátria. E tudo por causa de dois pontos médios a menos no Ibope... Pardelhas! Ó Pardelhas! 09-12-2004 |