Atualidades Brasileiras

Vida pública honesta não gera gratidão. Quando muito – e só às vezes – reconhecimento. E mesmo assim, tardio.

 Vida pública, conforme a moral do político é ser amado ou detestado em massa.

 Vida pública de corrupto não perdoa o erro.

Vida pública honesta consiste na capacidade de prosseguir depois das desilusões.

Vida pública, tanto a de honestos quanto a de desonestos, priva a vida privada de privacidade,        para dar-lhes privações...

 Vida pública de corrompido transforma em alvo quem se considera artilheiro.

 Na vida pública normal, se paga por erros próprios, tanto quanto por alheios.

 Na vida pública, só subsiste quem resiste às tentações do vil metal. E do vil mental.

 Na vida pública, alguém só está onde se coloca. E com quem prefere conviver.

 Na vida pública, é preciso suportar o conflito de, por vezes, superar a ética individual pela ética da responsabilidade.               

 Na vida pública desonesta, inevitavelmente adiante, “o filho chora e a mãe não vê”.

 Na vida pública, só o sofrer em silêncio constrói o futuro.

 Na vida pública, somente o saber prosseguir pode conduzir a meias vitórias.

 Na vida pública honesta, só é respeitado quem vence sem insultar.

 Na vida pública enfermiça, sucumbe adiante quem calunia supondo vencer.

 Na vida pública honesta, é preciso aprender a perder as batalhas do imediato sem perda da perspectiva e da ética das finalidades.

 Na vida publica meritória, há que aprender a não esperar a vitória como prêmio aos sacrifícios.

 Na vida pública, só é respeitado a longo prazo pelo povo, aquele que vence sem ofender, destruir, caluniar ou humilhar.

 Na vida pública, os honrados devem se ater à essência dos problemas, ainda que a opinião pública esteja a ser conduzida para aferrar-se às aparências.

 Na vida pública, como na vida, a grande esperteza consiste em ser inocente, sem ser ingênuo.

 07-09-2005

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