Bons De 2005 (2)

            Prossigo hoje as anotações sobre coisas, pessoas, entidades e acontecimentos bons de 2005. Vai faltar um zilhão de citações. Candidamente, eis algumas: os caquis, frutas do conde e abacaxis, em suas respectivas estações, além daquele melão em forma de bola e é cor de abóbora por dentro. Meus sete netos. A bióloga brasileira Lígia da Veiga Jordão da Universidade de São Paulo, e seu trabalho notável no projeto Genoma, as células tronco, etc. As respectivas melhoras do Jornal da Band com Carlos Nascimento; o do SBT com a Ana Paula Padrão e por causa da saída desta da Globo, também a melhora do Jornal da Noite com a dupla que deu mais certo ainda: Cristiane Pelajo e seu halo feminino e otimista e William Wack e seu halo de credibilidade. Os quatro melhoraram os noticiários, um em cada emissora. Os DVDs do Chico Buarque, Os filmes Vinicius, Coisa mais Bonita, Os Dois Filhos de Francisco. As entrevistas da doce Mônica Waldvogel. As reportagens do experiente Goulart de Andrade

            A capacidade de trabalho de Amaury Jr. As partidas do futebol europeu na televisão em canal aberto. O programa realmente inteligente do Serginho Groissman. A eleição de Hélio Jaguaribe para a ABL. As entrevistas sobre livros e literatura de Edney Silvestre na Globo News. A beleza do parque do Flamengo, crescente a cada ano que passa. Zélia Duncan cantando Doce de Coco de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho. Os setenta anos deste. Simone, Betânia, Mônica Salmasso, Nana Caymmi, Fafá de Belém, Olívia Byington e Alcione a cantar cada vez de modo mais maduro e evoluído. Ter havido um referendum cheio de defeitos de montagem e propaganda mas pelo menos realizou-se uma consulta popular estilo país maduro. A bronca de Fernando Gabeira. ouvida do Oiapoc ao Chuí e símbolo de uma renovação política que virá lentamente. Mas virá. Os programas sobre chorinho de João Carlos Carino (rádio MEC AM) e Henrique Cases (Nacional AM). Os de música instrumental brasileira de Jorge Roberto Martins e de J. Carlos (a voz mais bonita do rádio brasileiro) e a reforma geral da programação e dos estúdios da Rádio Nacional e os programas de MPB do Osmar Frazão, da Astrid Nick ( forró na madrugada) Gerdal dos Santos e Marcelo Guima). Meus filhos e filhas do coração. A rapidez, maturidade, alegria e rapidez mental do narrador de Futebol José Carlos Araújo na Rádio Globo. A volta de Haroldo de Andrade ao rádio, na emissora que leva seu nome. As mangas vendidas nas esquinas. O Ricardo Boechat verdadeira revelação como âncora radiofônico, ágil, alerta e bem humorado na Band News FM. O Alves de Mello nas madrugadas da CBN. O progresso continuado e merecido do Zeca Pagodinho( precisa parar de beber cerveja). Os desempenhos de Lúcio Mauro e Agildo Ribeiro nos humorísticos de TV. O Leblon. A melhora espantosa da programação da TV Cultura de São Paulo. Monarco. Os sambas de Luís Carlos da Vila e Elton Medeiros. Suzana Vieira. Débora Secco a amadurecer. Os botecos “pé sujo” que cozinham comida formidável. A aparição gradativa ao mundo da verdadeira face de um criminoso de guerra chamado George Bush.

Ah meu Deus, tanta beleza, tanto amor solto pelo ar, a curva de Copacabana, tanta gente boa, útil, trabalhadora. Pais amorosos. Profissionais competentes. O surgimento de novos jornais no Rio. As diatribes do Arnaldo Jabor. A liderança intelectual do Cacá Diegues, O labor literário de Rubem Fonseca,e do Affonso Romano de Sant’Anna. A energia de trabalho de Antonio Houaiss acima dos oitenta anos e o desempenho de Arnaldo Niskier como Secretário de Cultura do Estado do Rio. Enfim, a vida em sua infinita variação, milagre de forças cósmicas que resolveram criar e aperfeiçoar um modelo de ser humano e nisso estão há milênios.

29-12-2005

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