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Rollo
May, um psicanalista importante que já esteve em moda e anda esquecido,
em conferência feita no Rio de Janeiro há muitos anos, definiu
“destino” de maneira bastante curiosa: “É o desígnio do universo a
se manifestar através do desígnio de cada um de nós”. Adiante, coloca
vários níveis através dos quais o destino se nos impõe:
Interrompo
para acrescentar que parte enorme de cada vida, está fora do alcance da
própria liberdade, É condicionada, queiramos ou não. A liberdade
consiste em saber o que fazer diante do que o destino nos impõe e como
ocupar os espaços nos quais ele não age diretamente. Este espaço da ação
própria é a grande liberdade: a saúde, a vida, a criatividade. Volto
a Rollo May. Nessa citada conferência, ele relaciona ou sugere diversas
maneiras de se relacionar com o destino:
“Nenhuma
dessas maneiras – é Rollo Mauy quem o diz – exclui nenhuma outra,
naturalmente, e todos nós, usamos todas elas em ocasiões diferentes.” E
conclui de maneira brilhante: “O
destino e a liberdade formam um paradoxo, uma relação dialética. Quero
dizer com isso que são opostos que precisam um do outro(...) Se não nos
defrontássemos com destino algum – nem morte, nem doença, nem cansaço,
nem limitações de qualquer espécie, nem talentos que se medissem contra
essas limitações – jamais desenvolveríamos qualquer forma de
liberdade”. Amanhã continuo. 19-10-2004 Voltar |