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Não é o que você está pensando. O maior mamífero brasileiro é
um tipo de veado que corre o risco de extinção e a curto prazo. Parece
que o Brasil possui oito espécies de veados nativos entre elas
o “blastocerus dichotomos” mais conhecido como o
cervo-do-pantanal, um dos animais mais belos de nossa fauna.
Especialistas do IBAMA
em seu brioso e valente Comitê Para a Conservação de Cervídeos, dão
menos de dez anos para a extinção total dessa espécie, não apenas
abatida pelos caçadores mas também pela destruição do meio ambiente no
qual vivem, dado “o avanço(?) do desmatamento e da destruição de áreas
naturais para a expansão agropecuária, a construção de grandes
empreendimentos, a caça, a drenagem clandestina das áreas de várzea e o
contato forçado dos veados com o gado doméstico e os búfalos”. Tudo
isso ameaça de extinção o cervo-do-pantanal, alerta-nos o Boletim
Ambiente Brasil.
Curiosamente, a região
do Pantanal, de onde vem o nome desse cervo, é onde ainda há mais
exemplares do belo animal, que antes existia em abundância no Paraná,
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. É mais uma espécie ameaçada por esse comportamento doloroso e decadente da vida brasileira: a animosidade disfarçada mas efetiva do bicho homem predador, a pássaros, quadrúpedes, peixes, enfim, à maravilha da natureza. Ainda domingo passado escutei uma entrevista desse santo jornalista chamado Washington Novaes sobre desmatamento que é de estarrecer.Todos sabemos, todos protestamos, mas a fúria destrutiva é maior; os órgãos de proteção ambiental seguem com verbas escassas, com poucos e mal pagos fiscais e assim como a chaga que o homem branco carrega (e oculta) de haver destruído nações e mais nações indígenas, no futuro dirão o mesmo de nossa geração em relação à bio-diversidade. Muito falamos e pouco fizemos. 09-09-2004 |