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O atual cansaço das pessoas com a sociedade tecnológico-científica e suas formas de comportamento leva-as a redescobrir valores no que foi posto de lado e chamado de "superado", "velho", "inútil", etc. O ser humano retorna, então, a formas naturais de alimentação, de vida, de artesanato e de organização comunitária e social. Revê os conceitos com os quais se estigmatizou tudo o que não provinha do pretensioso (e dominador) campo científico. Inclusive a fé religiosa a meu ver volta a crescer e nesse sentido a obra de João Paulo II é santa e heróica. Como a ciência, por mais que tenha evoluído, também não deu as esperadas respostas para os problemas cruciais da vida, o homem resolveu rever, mas com novas bases as tentativas “mágicas” anteriores. A própria "ciência" psicológica ajudou-o a descobrir que a inteligência não é feita apenas de razão e lógica. Estas são aptidões instrumentais da inteligência. Ela é composta, também, de intuição, inconsciente, percepções extra-sensoriais e alcances místicos ou espirituais igualmente capazes de iluminar zonas sombrias do entendimento humano. Volta uma ânsia de ética. A estrutura de poder, enquanto vigente em mãos do capital e do estado, cria estéticas e pensamentos (ideologia). A sociedade industrial, pragmática, científica, lógica e pseudo-racional do século vinte condenou tudo o que provinha do pensamento a que chamou de “mágico”, de um modo pejorativo; ela tentou fulminar até à religião, que é necessidade profunda da alma e da mente. Mas os abençoados como João Paulo II, cineastas como Mel Gibson (A Paixão de Cristo), artistas do desenho, das animações de filmes, os escritores e escritoras de livros infantis, e psicanalistas como Jung, Bruno Bettelheim e Marie Louise Von Franz, felizmente esses “subversivos” de várias áreas infiltraram nas crianças e jovens da era de aquário, o apego a esse formidável lado mágico do pensamento. A ordem racional já não explica tudo nem pretende. Repito: dos contos de fada aos grandes ícones religiosos, o pensamento Chamado de “mágico” (e o é, no sentido mais respeitável do termo) retoma potência. Não sucumbiu. Ao contrário reage com força na contemporaneidade. E prepara um mundo melhor é claro que com o auxílio de uma ciência pacificada, não mais autoritária e cada vê mais competente. É como dizia acho que Santo Agostinho “Credo quod absurdum” 06-04-2005
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