Mais Uma Crítica Ao Consumismo

Eia nós a viver mais um ano nessa fase confusa e cansativa das chamadas "festas" de Natal e Ano Novo. Pena que dois eventos assim importantes sejam tão próximos. (No meu caso, ainda há o aniversário, logo depois, dia 3 de janeiro, capricorniano dos bons.)
Essa época foi transformada em verdadeira expressão das injustiças de nossa sociedade. Uma delas está na própria concepção dos presentes. Bem pouca gente aproveita o Natal para fazê-lo a festa da fraternidade, conforme a mensagem daquele cuja vinda ao mundo se comemora. Dá-se para quem menos precisa. E quanto menos precise mais caro é o presente.
Também há as formalidades desfiguradoras. Tem algo mais frio que cartões impressos através dos quais certas autoridades se fazem presentes no Natal? As mensagens impressas, assinadas com garranchos (visivelmente às pressas), são expedientes frios numa festa quente.
Mas isso é o de menos. Duro é enfrentar a agitação dos dias de festas.
A sociedade de consumo acaba por ocupar todas as manifestações genuínas e sinceras da humanidade, transformando-as em motivo de compra e venda, de lucros e de movimentação da economia. Ela pode até ser muito bacana em vários de seus ângulos, mas é cruel e equivocada no que se refere à vida interior, aos momentos espirituais do homem. Transforma tudo em agitação, consumismo, gritaria, comidaria, bebidaria, atordoamento, no fundo, um enorme cansaço.
Os que não se contaminam com os aspectos mercantis da festa, procuram espaço para viver o seu Natal em recolhimento, paz e meditação. São sábios.

11-12-2007


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