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Manhãs indefinidas, O Cisne de Tuonela Vagueia na alma. O vento está enigmático.
Manhãs sem sol, Nem definição de vida, Esparsas lembranças, Atiçam o burlar deveres.
Manhãs molengas, Somos todos interioridade, Lembranças do ignoto Sem alegria ou tristeza.
Manhãs brumosas O céu indefinido. Nenhuma cor predomina Na alma estapafúrdia.
Manhãs ganhoperdidas Na falta de vontade E um torpor com algo de delícia Pacifica a imposição do poema
Manhãs serenas Nem preguiça nem ações Espaço da alma em preparo, Sem recados, alusões ou deveres.
Manhãs sorrateiras, O bem e o mal em silêncio. Uma dor que alivia O susto de existir.
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