Poema Para A Dor Inaugural

Mamei força, cálcio e amor

suguei angústia, eros, estupor.

 

O seio bom que me fartou

sofria a morte de minha irmã.

             

              Jamais soube desabafar

as minhas dores não minhas.

 

              A vontade de ser ulcerou-me o cólon.

A coragem de ser salvou-me o destino.

 

A decisão de ser transformou-me em mim.

A liberdade de ser, esta me fez poeta.


Artur da Távola

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