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Passeio-me o eu passado, presente, futuro pelas calçadas da memória onde a decadência não chegou e aquele rapaz amoroso e bom ainda faz serão e vestibular para viver a vida ou morte mas desafiar interrogações básicas do ser com coragem e decisão.
Passeio-me o mim deambular fugidio de tanta vida não vivida exceto nas paralelas onde o ser se revela e faz o que não viveu ser memória ram oculta no computador biografia mas impressa no cine saudade e na pulsação esta que agora me asfalta o peito e povoa o estro ordinário. Artur da Távola |