Pelas Ruas

  Passeio-me o eu

passado, presente, futuro

pelas calçadas da memória

onde a decadência não chegou

e aquele rapaz amoroso e bom

ainda faz serão e vestibular

para viver a vida ou morte

mas desafiar interrogações

básicas do ser

com coragem e decisão.

 

Passeio-me o mim

deambular fugidio

de tanta vida não vivida

exceto nas paralelas

onde o ser se revela

e faz o que não viveu

ser memória ram

oculta no computador biografia

mas impressa no cine saudade

e na pulsação esta

que agora me asfalta o peito

e povoa o estro ordinário. 

Artur da Távola

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