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A dor em Brahms não é chorosa. É dolorosa e valente. O sentimento introvertido de Brahms Desborda o sentimentalismo E toca nas raízes do Bem. A musicalidade de Brahms é a mistura exata De cultura, inspiração, realidade e contenção.
A esperança em Brahms é timoneira, De um rumo que o leva às essências do homem A tristeza é sem desencanto. O humor é para poucos ouvidos E a profundidade para todos.
A música de Brahms não impõe, propõe. Não pergunta, diz. Não reclama mas combate. O Deus de Brahms vive no ser humano Mais que nas religiões. E existe. Brahms não pede , define o que quer. Não chora: lamenta. Não tem pena de si mesmo, Vive da nostalgia do não vivido.
Brahms é amor maduro e fiel A todos os seus amores. A rude delicadeza de Brahms Atinge as alturas do sublime. Não se entrega ao êxito Mas almeja a glória que redime.
Brahms é densidade, ternura máscula, Noites de taberna solitário, independente e turrão, A melhor dosagem entre inteligência, Exigência consigo próprio, emoção honrada E coragem de Ser. Artur Da Távola |