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POEMA PARA MIRIANPaulo AlbertoDe onde vem o bem meu bem, que ressuma de você? De que almas tedescas, francesas, lusas, surgiram suas calmas e harmonias, mansidões de cisne e a natural bondade que musas, sem tisne inspiram-na para a verdade? Você comprova que o belo é o bom e na doçura infinita de seu suave tom o azul mora na mulher bonita e tudo a que seu olhar incita é ao bem, ao limpo, ao som de harpa, harmonia implícita. Da Mirinha sapeca Tico Tico no Fubá, ping pong, dança e peteca. dengues e truques de uma iaiá, para a mulher de minha vida, amorosa, meiga-amiga, dengo e ciúme escondidos. Da Mirian que a tudo se liga à Ruça querida, flor de pessoa, amiga pessoa em flor, luz da vida, dona do meu secreto jardim. proprietária amorosa do melhor do meu mim. Em Mirian mora um cristal uma escondida criança, mora a mãe especial e a mulher felizmente não fatal, embora a tal. Que onde chega, brilha e por que não dizer: a mulher maravilha. Em Mirian mora o Natal, anjos de luz, bondade cabal, mora a guerreira de flores, cuja intuição a conduz para dona de meus amores. Mirinha de todas as cores, as da alegria menina, da preocupação exagerada, Mirian de todas as flores, da açucena à bonina. Ruça, companheira de estrada e de esperança. A da emoção funda e feminina. Menina do meu coração. Coração da minha menina do qual quero ser para sempre o guardião, escudeiro, mago, medicina, e de sua beleza o esteta, para ser, sempre, de sua alma, o poeta. |