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A Carlos Drummond de Andrade No meio do caminho tinha uma perda. Tinha uma perda no meio do caminho. Tinha uma perda. No meio do caminho tinha uma perda.
Primeiro a irmã depois o pai. Não sabia que no meio do caminho tinha a perda do paraíso que fez-me bravo. Fui só, fui eu, fui vida a partir da perda que me estava destinada no meio do carinho de minha mãe solitária.
Fui perda de mim mesmo procurado por toda a vida até que achado no poema do meu hoje encanecido.
Tudo porque no meio do caminho tinha uma perda. Tinha uma perda no meio do carinho. Artur da Távola |