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A ressurreição de Cristo comove por transcender o desaparecimento físico, e, de tal modo, que uma série de religiões associa à chamada ressurreição a mais acalentada esperança do homem: a imortalidade.
A fé não é um conhecimento, é um saber. É dimensão de crença, de transcendência, isto é, estender a imaginação para admitir a existência de outro plano, e se tornar reverente diante dele por atribuir-lhe o milagre da vida, da luz, da ordem universal, e por nutrir-se de sua energia misteriosa e das irradiações de bondade, compreensão e amor.
Banhando o planeta com a energia constitutiva do Mistério da vida, a figura de Cristo e o episódio de sua paixão, morte e ressurreição trouxeram ao mundo as energias e vibrações do Espírito Santo, isto é, a força nutriz, misteriosa e sagrada responsável pela vida. Falo da celebração de um Mistério no qual vivemos afundados. E, da celebração da Esperança, em nome da qual somos capazes de elevar - pela fé - coração, espírito, imaginação, intuição, sentimento e até inteligência, para proclamar a existência de forças superiores a cujos desígnios (queiramos, ou não) estamos subordinados.
Condenados a desconhecê-los, precisamos crer. 22-03-2008 |