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Do meio desse aluvião de escândalos que assola o país, levo-lhes um ângulo de análise da questão, com o qual concordo, no geral, embora no caso brasileiro o momento seja de uma necessária varredura na hipocrisia do processo eleitoral, que deveria ser simplificado assim: No horário do TRE apareceria apenas o candidato em fundo neutro e falaria de suas idéias à nação. Chato? Pode ser. Mas é verdadeiro e os custos das campanhas cairiam de modo impressionante. É esse “marketing eleitoral televisual alucinado, que custa caríssimo sobretudo nas gravações para rádio e televisão e é a mania de não sujar a cidade com papéis fáceis de remover o que induz a enormes e milionários cartazes e out doors e agora empenas de edifícios, muito, mas muito além do preço possível a um candidato normal. Por isso os candidatos muito ricos, os que roubam, roubaram ou roubarão, levam enorme vantagem diante dos candidatos com idéias. Reparem que os políticos de idéias estão aos poucos (ou aos muitos) desaparecendo da política brasileira. Dito isto vamos ao texto de Krishnamutrti que é muito verdadeiro e se aproxima da essência do pensamento Cristão; É a melhora interna de cada ser humano o que modificará o mundo na direção do Bem Comum. Mas como isso é difícil! Diz Krishnamutri
“Nem o exemplo pessoal,
nem a atividade política baseada em determinado sistema ou autoridade,
salvarão o mundo. Isso já se experimentou mil vezes. Põe o homem a sua
fé num sistema, num partido, num chefe, e todos falham, invariavelmente,
como sempre aconteceu. E volta-se à exploração do homem, sob forma
diferente. Se é o Estado que explora o homem ou se é o próprio homem que
explora o semelhante, tudo vem dar no mesmo. O problema não pode ser
resolvido pelo Estado, nem pelos exemplos. É necessária, pois, uma
revolução criadora, no pensar, e isso é extremamenet difícil. E por ser
difícil apelamos para o outro, apelamos para o exemplo, para o chefe...
Só haverá revolução no pensar, quando o homem estiver livre do
condicionamento existente nas múltiplas camadas da consciência; o
libertar-se desse condicionamento, é pensar revolucionariamente. “ E por hoje é só. Já dei meu recado. Aliás, o do Krishnamurti.
19-07-2005 |