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Fahed Daher® |
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Na visão do atual governo, quando se fala em armas, imediatamente lhes vem à mente a imagem de armas de fogo. Não lhes passa pela mente a existência de armas como as chamadas armas brancas, as facas, os punhais, as espadas, as foices ... Tanto como se pode pensar em armas mortais como cassetetes especialmente de policiais despreparados, os porretes, os elementos asfixiantes, as mãos estranguladoras., O desarmamento da população honesta serve para evitar o movimento anti-revolucionário. Ainda parodiando a dialética americana da teoria das armas de destruição de massas (que somente eles podem ter e usar), teremos de observar a existência das armas de destruição de massas, nas personalidades ou nos direitos dos que dirigem ou comandam povos, usadas em benefício próprio sem se importarem com a destruição da dignidade pessoal ou coletiva e da miséria que, alem de desamparada é provocada para a expansão nas favelas, na marginalidade da vida, “vivos que vagam sobre o chão da morte, mortos entre vivos a vagar na terra.” (Castro Alves). Armas dos poderosos, estas, muitas vezes amparadas por leis criadas e aprovadas em legislações de causa própria, abusando das teses de direitos humanos que criam condições, logicamente legais, mas imorais e injustas diante dos nossos olhos de pessoas que buscam a paz e não se aprofundam nos redemoinhos de jurisprudências, códigos e sub - códigos, mesmo. quando a constituição afirma, sofismaticamente, que “a ninguém é dado ignorar a lei”. | Admitindo esta afirmativa de que ninguém pode ignorar as leis, todos nós teríamos de ter estudado direito, ou teremos de cursar a faculdade de direito, prolongando com pos - graduação, mestrado, doutorado e outros aperfeiçoamentos subjetivos, podendo ignorar os deis mandamentos e os princípios morais que deveriam ser muito mais ensinados nas escolas, nas práticas dos que se consideram responsáveis pela educação e os que assumem cargos de governos e mais na mídia. Criou-se a lei do desarmamento e para confirmá-la buscou-se o plebiscito para ter a confirmação da lei por maioria de aprovação. Saber se deve ou não ser permitido à população honesta e ordeira manter em casa armas de fogo, revolveres, espingardas, rifles e semelhantes. A arma é uma peça inofensiva. Numa forma de brincadeira, quando solicito a alguém que me empreste uma caneta, costumo perguntar: “Esta caneta escreve?”. A resposta normal é: “Sim Ela escreve.” Ato seguinte coloco a caneta sobre a mesa e ordeno:” Escreva, caneta, escreva.” Como não se movimenta, ainda tentando fazer humor, acrescento:” Ela não escreve. Nós escrevemos com ela.” Também as armas objetivadas pelo governo, não ferem ninguém. Nós ferimos com a arma. Na realidade não nos adiante desarmarmos a população com relação ás armas de fogo, se não desarmarmos os contraventores e os espíritos da população. Se para desarmar os espíritos, não tivermos o apoio do poder público agindo com honestidade e bem dirigindo os poderes do governo na harmonização da população, manteremos o estado de alerta permanente pela insegurança em que vivemos. Não são as armas de fogo que provocam males uns aos outros. Males são provocados em número maior nas impunidades, nas leis e formulas judiciárias que dão privilégio aos poderosos e aos que assumem cargos nas esferas dos governos, com proteções de fóruns privilegiados. Males são provocados por legislativos ou executivos com autoridade para estabelecer todas as vantagens de verbas que não satisfazem a dignidade da pátria e o bem estar da população, tanto como o respeito internacional ao país. Proibições de armas de fogo não evitam o assassinato da dignidade, da fé, da esperança, do idealismo, do amor, da fraternidade, do patriotismo. Indignidades públicas, sim, ensejam crimes.. Médico – Apucarana – Academia de Letras, artes e ciências Centro Norte do Paraná. |