
Poemas
Bia Zolnier
Sombras Aladas
O
vento morno da noite
Vem beijar-me a face
Quando me sento na varanda de casa
Para contemplar a cidade distante
Com sua luz de disfarce
A
mágica química do instante
Transforma sombras em asas
Trazendo infinita liberdade
Ao desejo (secreto) de voar
Amanhecendo
A luz do sol mostrará a verdade
Num beijo (concreto) do mar
Jogando delicadamente na areia
Restos de plumas
Traços de espumas
Sonhos
caídos
De Ícaros perdidos
Enquanto no horizonte vai desaparecendo
A lembrança que semeia...
Saudade!