Poemas

Cláudia Azevedo

Etéreas Ilusões
Dez/2000 (Todos os direitos reservados)

Como  então  dizer ao meu coração
Que foi o adeus genuíno e veraz?
Se ante  tal fado enfado a razão
Consumida por essa partida voraz?

 

Pusilânime sentença pretensa por ti!
Espelhas centelhas de outros anseios
Mas curva-te ao medo e ofuscas os meios
De anular o martírio que causa o  partir

 

Quisera a quimera ressurgir em mim
Sobeja das chamas das migalhas cinéreas!
Que  indulgentes  insistem no cruel fim:
Privar meu amor de ilusões tão etéreas!

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