
Poemas
Cláudia Azevedo
Soneto II - Olhar
Triste
Jan/2001 (Todos os
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No
horizonte negro lanço o meu olhar
No espaço em que a paz faz seu canto
Meu coração alerta, aguarda teu chegar
Ansioso pelo amor que espero tanto
Perco-me
na escuridão do meu tormento
Busco a luz da
certeza e não
a encontro
O
vulto do desejo
não vem, cai-me lento
O pranto que em meus olhos se faz pronto
Despojada
na janela rezo meu lamento
E com minhas lágrimas rego a esperança
Vencida pelas horas que se vão, me rendo
Deito-me
no leito que te amei outrora
Abraço minhas dores sob a lua branda
Coberta
de tristeza até o romper da aurora