Crime Hediondo
Dr. Fahed Daher

Hediondo é feio, horroroso, asqueroso, sórdido, horrível , repugnante , disforme , nojento, repelente, fétido.- Tudo isto e isto tudo  não é digno de nada alem de eliminação.

Mas os direitos humanos, pelos seus defensores clamam pelos direitos dos hediondos esquecendo dos direitos das vítimas, nunca atendidas convenientemente porque são pacificas , deprimidas  e não se exaltam em condições de  ameaças  à própria justiça.

Pois bem aplicados os  dispositivos dos  direitos humanos já  teríamos conseguido a reforma geral do estado, da burocracia,  dos tribunais ,  dos costumes  e a paz e a justiça seria  eterna e gloriosa para a felicidade de todos.

No entanto, quando  apelamos para os direitos humanos  para proteger facínoras, desequilibrados mentais, ladrões,  assaltantes do erário público, sem  criar mínimas condições de recuperação ou de punição, com penas sem  pena,  esquecendo  ainda   dos direitos humanos das vítimas , estamos invertendo a ordem e estimulando a anarquia, a repetição dos atos ilegais e dando condições para que facínoras assumam cargos públicos.

A defesa dos “hediondos”, para a sociedade, se assemelha a um organismo infectado e no qual estamos injetando mais  infecções em  germens patogênicos de “ bacilos  tetânicos,  HIV , estreptococos beta hemolíticos, pseudomonas...”    , criando supurações de corrupção , abscessos de assaltos, necroses de desumanidade,  levando  este  organismo em estado fatal..

Conta a história que na Arábia, no reinado do rei Faissal , alguém esquecendo  algum objeto, em algum lugar, podia retornar ao local e lá encontraria  o objeto, intocado , pois ninguém se atrevia a  pega –lo  , posto que ao ladrão , da primeira vez se lhe cortava a mão direita. Na reincidência  cortada a mão esquerda . Na pena de morte não fica o exemplo.

Ainda agora lemos nos jornais que em Riad , na Arábia, o povo foi chamado à praça pública para assistir a amputação da mão de um criminoso, após exaustivos julgamentos.

Desumano?

Não mais do que o nosso sistema penitenciário aglomerando como feras e animalizando  cada  sentenciado, ao mais baixo  nível da auto – estima , encarcerados em jaulas , jaulas nas quais   mesmo os porcos se envergonhariam  de serem cevados  e  que se o IBAMA atuasse na esfera  da proteção fauna  humana, condenaria os responsáveis.

Acaso estou defendendo a mutilação ?

Não. Pois se tivéssemos a lei das mutilações  teríamos uma tropa imensa de manetas pelos desvios de verbas  e remessas ilegais de dinheiro  para o exterior.

Como nos informa a imprensa,  “Lalaus, Caciolas , Anões, Belinatis, “etc.

Não. Não defendo.  Apenas crio o impacto do contra -argumento para clamar pela humanização dos presídios  onde cada  condenado possa  vislumbrar  a recuperação pela ocupação útil   e pela  valorização ,desenvolvimento e espiritualidade.

Não se trata  apenas de  abrandar penas, estas simplesmente criam  injustiça .

Algumas pessoas ou muitas pessoas afirmam  que os criminosos são produto da miséria . Isto não corresponde à verdade  ou todos os favelados  e os trinta e dois milhões de brasileiros  que o governo federal afirmou que estão em estado de miséria seriam criminosos.

A hediondez está na organização de quadrilhas  e  planos de assaltos e seqüestros  arquitetados e dirigidos por pessoas com bom grau de instrução e capacidade para o trabalho honesto, quando não pessoas  em ocupação de  segurança e mesmo  empenhados em empresas.

Entre os assaltos  e a criminalidade  temos de incluir a hediondez  de políticos e  pessoas envolvidas com políticos  que desviam verbas que deveriam ser  aplicadas para  combater a fome e a miséria  . Daí a insegurança pública aumenta, a perda da Fé se acentua , a soberania Nacional sofre impactos , a economia nacional se fragilisa .

Não são os miseráveis que praticam tamanho vulto de furtos que a política denomina simplesmente de desvio de verbas , mas são crimes hediondos.

Na sociedade onde há justiça se espanta o mau político e o ladrão./Quando a força da lei entra na liça não se busca o recurso do canhão.

Dr. Fahed Daher-   Médico.- Apucarana

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