Campanha Efetiva

Há muitos anos atrás quando eu era uma adolescente de 12 anos conheci uma senhora pobre que tinha o hábito de ficar na porta do meu colégio com quatro filhos pequenos. Costumava levar lanches principalmente para as crianças. Chegando um dia verifiquei que ela não estava mais e me senti muito triste. Sempre me amargurou o fato de ver pessoas necessitadas e sentir que nós todos nos acomodávamos. Resolvi procurá-la incessantemente perguntando inclusive aos professores do colégio, que acabaram me proibindo de prosseguir nas minhas investigações. Mas desde aí pensei que nunca mais ficaria inerte nesse assunto.

Apelei então para meu pai que resolveu atender ao meu pedido, mas antes teve uma conversa séria comigo. Sabia que minha mãe tinha preocupações com minhas idéias que ela chamava de “sociais”.

_ Filha, você quer resolver esse problema, mas não adiantará, não solucionará. Resolverá apenas esse. Mas jamais a dor e a fome de milhões de pessoas. Já pensou isso?

- Já, meu pai...

Ele sorriu incrédulo, enquanto perguntava a um tempo sério e brincalhão

- Como será esse plano?

-Se cada um de nós, todas as pessoas sem exceção, resolverem ajudar quem lhe está mais próximo todos serão ajudados. Não resolveremos o problema do outro lado do mundo, papai, mas chegará lá. É só não deixar cortar a corrente. Claro que não resolverá o problema em toda a extensão, mas as campanhas serão eficientes!

Meu pai ficou me olhando fixamente durante alguns segundos com seus olhos azuis que penetravam profundamente em certas ocasiões especiais, e pela primeira vez não teve uma resposta para  me dar. Descobriu-a num abrigo e arranjou para minha satisfação um emprego para a senhora e creche para as crianças.

Sempre pensei assim! Que essa era a forma mais eficiente  de conseguir  ininterruptamente ajudar aos carentes na luta contra a  fome e a miséria até que  com a ajuda do governo pudesse ser erradicada: Do governo, empresários e todas as pessoas,com boa vontade e dedicação.

Só temo que nossos dirigentes, envolvidos com problemas particulares e em crises que eles mesmos deixaram chegar às últimas conseqüências, não se sensibilizem com uma causa que deveria ser primordial.

Por enquanto estamos na fase do auxílio temporário, mas nossa campanha pretende se estender até pedindo a participação de entidades e pessoas influentes na luta por empregos. E que a sua manutenção seja perseverante. Isso porque a nossa convicção é que só dessa forma conseguiremos resolver o problema: COM EMPREGOS

Agora, ainda lutando para saciar a fome de milhares de pessoas sem o que não conseguiremos nada, pedimos que todos que estão engajados na campanha e deram seu apoio com poemas, textos e adesões por meio de e-mail levem pelo menos um quilo de alimento, qualquer que seja e, diretamente às pessoas necessitadas, ou instituição encarregada de distribuição dos mesmos. Começamos assim, a segunda fase de nossa campanha.

Precisamos continuar, ininterruptamente e cada dia pensando e fazendo algo mais.Quem tiver idéias que mandem e estamos aceitando textos sobre o assunto que enfatize nossa luta. Por favor, ajudem-nos.

Quero agradecer mais uma vez a todos que estão participando.

Ao querido Dr Fahed, a minha ternura pelo poema que me dedicou e me emocionou profundamente. E a todas as pessoas que nos estimulam, o agradecimento sincero e sensibilizado.

Kaká Ueno, mais uma vez  o meu muito obrigada comovido.

Meu carinho a todos

Vânia Moreira Diniz

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