Clevane Pessoa de Araújo  Lopes

Reveillon Para Corações Partidos 

                  André Luis:nos primeiros minutos do ano,esse foi meu presente:ler esse texto delicado, representativo da Esperança que jamais se acaba.

                Nestes últimos dias do ano, fui convidada para dar uma entrevista às meninas da PUC, na TV PUc, locada na Tv Horizontes, aqui em Beagá.

A jovem estudante chamava-se patrícia.Falamos dos costumes disso e daquilo, em fim de ano:os planos e as promessas refeitas,as superstições, a repetição dos brindes...Nem vi o que foi ao ar, pois era matéria editada, não ao vivo.Mas eu queria contar que ela insistia no que a intrigava:se as pessoas fazem isso ou aquilo, vestem essa ou aquela cor,praticam tal e tal ritual e mesmo que no ano anterior tenha feito o mesmo, nada tendo dado certo, POR QUE INSISTE e faz tudo de novo na passagem do ano.

Falei a ela dos ritos, o que significam para a humanidade.Dos ritos de passagem.Mas por fim , expliquei a sorrir:é que as pessoas têm uma demanda de esperança.A esperança é, em última instãncia, o que nos mantém motivados, de pé, em busca de...Pois essa história que você conta, dessa forma, à sua maneira, é uma bel referência à ESPERANÇA, chama votiva inapagável.Estamos todos precisando de finais felizes.Você soprou a chama quase apagada e ela reavivou-se.Obrigada...


Eis o texto que acaba de chegar num e-mail, "num rabo de foguete cheio de estrelinhas":
"Essa história é sobre dois corações partidos...ambos eram feitos de pedra e uma vez quebrados juntá-los de novo parecia uma tarefa muito improvável...

No meio do caminho dele havia um mar e no meio do seu mar havia uma pedra...assim ele viveu durante muito tempo, agarrado a uma pedra perdida no meio do oceano...sua mãe vivia lhe dizendo: “ Filho seja firme como um homem em suas atitudes, mas seja gentil como um menino em seus sentimentos”

Para ela (o outro coração partido) mesmo que as estrelas estivessem fora de seu alcance ela inventava uma escada mágica para tocá-las..seu pai vivia dizendo : “ Filha quando conhecer o amor deixe a cabeça voar, mas nunca se esqueça de manter seus pés no chão”

O ano estava acabando naquela noite e o amor que eles sentiam parecia estar murchando como uma rosa...ele pensa: “Nós dois somos iguais e jogamos o mesmo jogo e ao invés de estarmos do lado oposto um do outro, estamos lado a lado...só que nesse jogo não há empates, os dois é que saem perdendo”

Enquanto os fogos de artifício iluminavam a última noite do ano, ela pensava : “Eu nunca poderia magoar a quem amo...no entanto qualquer coisa parece me magoar”

Outrora eles já tinham sido enamorados... mas como toda paixão um dia ela esvaeceu-se...poderia ter sido amor...ele não a conquistou só com uma passada de olhos...o enredo de uma verdadeira conquista amorosa não é feito só com uma dúzia de palavras bonitas.

“ Vou pular sente ondas e fazer um pedido a essa fitinha vermelha que amarrei no braço pra que nesse ano eu encontre o amor da minha vida”: ela pensa a beira das águas.

“ Vou passar o ano dentro do mar...é o mais próximo que posso chegar do simbolismo que é renascer, será como se fosse o útero da minha mãe”: ele suspira já entrando no mar...

Enquanto um ano terminava e o outro começava, dois corações partidos se reencontravam as margens de um rio chamado mar...enquanto ela pulava as ondas, ela nadava no mar...com um mesmo desejo...estarem juntos mais uma vez...ambos sabiam bem no fundo que quando a maré voltar a subir o amor retornará...em outros carnavais, com as mesmas fantasias..."

http://andre.aquino12.blog.uol.com.br/

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