

Lindo,
a criança lendo!
Com sorriso exposto,
num só palmo de rosto,
enxergamos, desenhado,
o universo encantado.
Além
do mito,
além da lenda.
Sorriso lindo,
só vendo...
Entre
aqui, experimente!
Abra a página e incite
do miúdo, o apetite,
faça a prova e tire a teima,
acredite no poema!
Além
da lenda,
além do mito.
Lindo! Sorrindo
e lendo...
Considerações:
Bem dizia minha mãe: de pequeno é que se ajeita o menino - “parafraseando” o dito popular: de pequeno é que se torce o pepino-
Esquisito? A mim sempre o pareceu.
No entanto, sentimos a verdade do ditado, quando fizemos da sala de aula um laboratório de leitura.
A criança quanto menor , menor tempo de concentração terá.
Ainda não alfabetizados, realizávamos com os alunos de pouca idade, a leitura dramatizada, posto que constatamos ser tal atividade, a garantia de uma melhor resposta dos alunos.
E, assim trabalhados, bem cedo, foram acostumando-se à prática que passou a traduzir um momento de grande expectativa e diversão.
Além de assistirem às cenas representadas pelo professor, participavam ativamente da história e apreciavam a liberdade e o espaço conquistado para suas inferências e interferências.
Enquanto da dramatização, sempre trazíamos às mãos o livro que apresentava o texto, mesmo já o tendo na memória. O ritual era mantido para que os pequenos, constantemente, visualizassem o objeto tradutor das prazerosas situações.
Quando iniciados na leitura, já com os livros de sua escolha ou, sutilmente, por nós sugeridos, era perceptível seu empenho para a compreensão do conteúdo, tal como visível, a emoção que se desprendia dos olhinhos que os levavam muito além do que permitiriam as poucas pernas.
Acompanhando o desenvolvimento das crianças, sentíamos que os grupos não submetidos ao laboratório, mostravam-se menos dispostos aos livros e, como conseqüência, tinham mais dificuldade de expressão e a criatividade menos desenvolvida.
A escola e o orientador de estudos têm um papel importante no envolvimento da criança com a leitura, porém, os pais não se podem furtar ao compromisso de auxiliarem os filhos na formação de tão necessário hábito.
Contando que dirijam os passos dos filhos pela internet, ou, que leiam textos para os ainda não possibilitados, construímos- compartilhando com todos a alegria das letras e a criação sem limites- um recanto sem fronteira, um quintal sem muro, sem cerca, um quintal de delícias.
De forma lúdica, usaremos os atrativos da poesia com rimas cantantes e ritmo cadenciado. Quantos aos temas, serão todos tratados com cuidado e humor para que atendam aos interesses da faixa etária a que se destinam.( idade: crianças de 5 a 12 anos)
Colocaremos no ar um endereço eletrônico através do qual as crianças poderão entrar em contato conosco. O objetivo é fazer com que leiam mais e escrevam melhor.
Esperamos uma produtiva troca.
O gosto pela leitura adquire-se lendo e o da escrita, escrevendo.
Vamos trabalhar para a formação de leitores.
Que obtenhamos sucesso!
Uma vez educadores, sempre educadores!
Maria
da Graça Almeida
São Paulo-Capital.
Gosta
do sol e da chuva,
da noite, do dia ,
dos bichos- menos da lagartixa
( não digam às crianças,
pois adoram assustar
adultos bobos que temem
um bichinho qualquer).
Gosta de gente grande,
e, ainda mais, de gente miúda.
Ama as letras maiúsculas,
tanto quanto as minúsculas.
Gosta de algumas coisas no plural
e de outras, apenas no singular.
Poetisa, pedagoga e professora de Educação Artística.
Classificada
em concursos literários, apresentou
suas poesias nas coletâneas:
Ordem
da Confraria dos Poetas;
Ordem Sereníssima da Lira de Bronze;
Antologia Poética 2000;
Concurso Talento Literário.
Com a poesia Juramento à Liberdade do Querer participou de um livro cujo objetivo foi o registro da solidariedade brasileira ao Timor Leste.
Obras
publicadas:
Espelho-
Poesias Sem Mistério- Editora Textonovo.
A Graça Que O Bicho Tem- poesia para crianças- Editora Textonovo
Autora de mais de vinte livros para crianças - ainda não publicados.