
Porteira da Fazenda
Fazenda
distante no tempo
Criança dormindo profundo,
Porteira que vai e vêm
o barulho inquietante além,
Movimento de carro aquém
O ranger nítido anh... anh...
O
menino acorda e assustado,
Procurando no escuro gritante,
Com os olhos arregalados
O ruído para ele inquietante,
E o ranger continua berrante
Hoje,
tantos anos passados,
Ainda lembra da porteira familiar
Em seus ouvidos zumbe sem parar,
O ruído inquietante e lembrado.
O ranger ainda recordado
Os
velhos tempos de recordações,
A porteira barulhenta, mas amiga,
Que lhe lembra as antigas peregrinações
E conforta como história da infância passada.
A
porteira é sua meninice gentil,
O rumor permanece na memória,
Esquentando os dias recentes da história
Da existência longínqua
Doce, saudosa e pueril.
Assim
foi –me o fato narrado,
Nos olhos úmidos, emoção.
Muita e forte doçura no coração
De contos antigos e amadurecidos,
Pela experiência dos anos vividos.
Na
época o rumor irritava,
No momento traduz ternura
Antes perturbado acordava
Agora o conto é só candura.
E o ranger familiar foi aventura...