Maria Lindgren


Crônica Para Maria Lindgren
Por Vânia Moreira Diniz

Ela se aproximou de mim há muitos anos no grupo da Officina do Pensamento. Logo senti a humanidade que vinha de dentro e transparecia nas palavras que dirigia a cada um.

Seu talento e cultura eram evidentes e eu experimentei uma empatia imediata. De alma para alma.  Pressenti que seria uma amiga para sempre: Compreensiva, amiga, doce e profundamente capaz.

Maizé foi alguém que entrou no meu coração e eu tinha consciência que jamais sairia.

Suas crônicas revelam não só  competência, mas a consciência que tem da vida, de forma objetiva e ao mesmo tempo prazerosa. Há em certas cenas  seu lado bem humano sem deixar a crítica elegante que a caracteriza.

Gosto de ler a minha amiga porque me envolvo totalmente, captando seu coração, entendendo decepções, aprendendo com sua capacidade e admirando a luz que surpreende em cada frase que produz.

 Sinto seu íntimo ali, inteiro e terno ao mesmo tempo em que é absolutamente sincera nos conceitos deixando esparzir a veemência que encanta profundamente e que se derrama em seus textos.

Sempre tem uma palavra amiga, meiga e compreensiva para todos que escrevem no grupo, fazendo questão de comentar com singularidade os seus textos, estimulando e mostrando sua grande capacidade de ser generosa e amiga.

Agora que entra a primavera, com a aparência brilhante, árvores verdes e frondosas, flores aveludadas que nos transportam à beleza, o céu tão azul e a poesia em todos os momentos, tive vontade de falar de minha querida amiga Maria Lindgren, lembrando que ela representa  essa estação maravilhosa com seu espírito enriquecedor, sua bondade inerente e a ternura constante desse talento admirável e fascinante.

Durante esses anos de estreita convivência virtual, pude ter a certeza que no momento que lhe encontrar pessoalmente meu dia se transformará e eu poderei devolver seu olhar com a mesma meiguice que penso nela quando estou em grupo tentando aprender cada vez mais.

Ela é a mestra não apenas em título, mas na preciosidade que nos oferta sua sabedoria em palavras claras e amenas, opiniões profundamente inteligentes, sensibilidade que me conduz à emoção toda vez que recebo suas mensagens ou leio suas crônicas ou artigos.

Maria Lindgren mesmo nos períodos difíceis que todos passamos na vida, quando alguma dor ou dificuldade dilacera sua alma é uma pessoa dedicada, altruísta, preocupada em  “sentir” seu próximo e levar a palavra doce e necessária.

Não vou dizer  que Maizé tem o estilo de Clarice Lispector porque sou contra comparações. Mesmo o escritor que ainda não é famoso tem direito à sua própria individualidade, à personalidade livre, solta, transpondo espaços  com identidade própria, é isso que eu considero importante em cada pessoa que se dedica à literatura.

Maria lindgren possui autenticidade própria, um talento pessoal marcante em seus escritos que nos fazem admirá-la e  reconhecer onde quer que ela se encontre e no tema que aborde.

Ler seus textos nos leva a grandes momentos de prazer, e a leitura se processa lúdica e  transmite, uma riqueza extrema ao espírito.

Poderia ficar falando longamente dessa mulher como escritora, ser humano, mulher e magnífica amiga, mas creio que as pessoas que a conhecem gostariam agora de refletir sobre tudo isso, aproveitar a leitura de seus textos e pensar que a vida vale por poder usufruir do contato com pessoas como a minha querida amiga Maria Lindgren.

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