Crônica para Virgínia Fulber
por Vânia Moreira Diniz

Virgínia Fulber,Exemplo de mulher

Quando conversei a primeira vez com  minha amiga Virgínia Fulber, senti que havia  entre nós uma empatia surpreendente e parecia que uma penetrava na alma da outra. Não sabia evidentemente o que realmente se passava com ela e vice-versa, mas deduzíamos o que existia de profundamente real, ali naqueles momentos que ambas experimentávamos períodos difíceis.

Ali estava ela  tão longe mas tão perto a ponto de quase poder tocar-me.

É uma pessoa tão especial, que não apenas estudou e se aperfeiçoou mas  aprendeu o que de mais difícil existe: “Ouvir o silêncio”

Só alguém como Virgínia tiraria desse sossego total, lições fantásticas de vida . E na caminhada que  empreendeu com seu pai foi isso que aconteceu.  Sua história de vida me comoveu muitíssimo e pude entender o que de precioso eu adquirira com a amizade dessa mulher fabulosa.

Assim ela se expressou

"Busquei  no  oriente, a partir da leitura de Sidartha  (H.Hesse), matar minha sede espiritual. Nas leirutas

Budistas  e a  pratica do Yôga nas suas diversas modalidades uma fonte de equilibrio entre corpo/mente.

Na Filosofia foram  Nietzsche e Spinoza, Rousseau, B. Russel e H. Thoreau, e Heidegger  meus companheiros de estrada."

Tudo nos uniu, naquele  instante e não sei por que razão, quando lembrava dela recordava o mar que tanto amava e passei a chamar-lhe de “Virgínia, além mar” Algum tempo depois ela me disse em comovente poema o quanto naquele momento ela precisara do mar, da sua força e energia. Havia, por vezes, uma mudez durante dias mas isso não significava que estávamos distantes.Cada uma se ocupava de seus afazeres e quando voltávamos a conversar transmitíamos mutuamente um denso conteúdo

Minha amiga tinha de maneira mais profunda e aperfeiçoada tudo que constituíra o  meu mundo nas lições  oriundas de meu pai em que experimentara a harmonia da natureza, na prática Yoga , ensinamentos espirituais, reflexões profundas  e fé na humanidade. Só que Virgínia convivia e exercitava com esmero tudo que eu apenas carregava dentro do meu coração.

Admirava a mulher que passara por mil sensações dando-se, vivendo, rica no seu compasso natural e que trazia ao mundo e ao seu próximo o exemplo real da bondade, generosidade e compreensão.

Virgínia se preparou desde muito cedo, querendo aspirar todas as espécies de conhecimento, não só lendo e estudando mas absorvendo-o com uma compulsão pela perfeição e pelo saber muito rara  nas pessoas em geral.

Essa mulher maravilhosa que é bioterapeuta,  Pesquisadora e  professora e que faz da filosofia um exercício de vida, em reflexões intensas também é uma poeta sensível, que usa a metáfora com inteligência e extraordinária beleza. Seus poemas comovem e falam com energia e graciosidade.

Virgínia Fulber que me chama carinhosamente de “Flor de Copacabana”  e cuja alma rica, bela e compreensiva, inteligência aguçada e trabalhada, sensibilidade fascinante, cultura construída em conhecimento pesquisado e saboreado a cada momento,  que é  amiga mas sobretudo minha irmã é a homenageada desse mês com todo o carinho na crônica de Julho.

Virgínia pode ser encontrada em:

"Momentos de Reflexão": 4ms1ts1j46bo2h5g@groups.msn.com>
http://www.vaniadiniz.pro.br/virginia_fulber/index.htm
vica_f@hotmail.com

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