Poemas

Daniel Fiuza Pequeno

Fim do Amor
09/04/2001

Sem brilho os olhos não falam,
obscuros se calam,
sem calor a pele não incendeia,
não se funde, se confunde,
nenhum pacto é selado,
afeição gela e se esconde.
quando o coração não dispara,
não se inquieta,
se acalma dissimulado,
desinteressado não dá  pulo,
indiferente fica nulo.
sem nenhuma emoção,
a terra se firma nos pés,
sem entusiasmo , nem ternura,
sem cor nem aventura,
não sinto exaltação
ao vê-la nua.
Acabaram se as parcerias de paixão,
sem os gritos da carne,
nada se ouve.....
no impassível coração.
Nem os cabelos molhados,
nem o cheiro do frescor,
me desperta atração, nem amor.
Aquele vulcão que explodia
em cascatas de fogo...
extinto se apagou.
Só restou a chuva fina,
fria acinzentada,
se foi o frenesi louco,
toda a matiz de ardor,
plácida despedida,
ausência triste sentida,
fim do efêmero  amor.

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