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Livro
de Poemas "Rimas
do Azul Infinito" de José Donizete Gonçalves
Apresentação de Vânia Moreira Diniz
Lançamento dia 20-07 2004
Nesse
momento encontro-me num paradoxo. Escrever sobre o amigo e poeta José Donizete
Gonçalves é fácil, tal a amizade, o conhecimento, a certeza do que permeia
seus sentimentos e é primordial em sua vida. Mas discorrer sobre seu
trabalho é tão mais complexo quanto são diversas as inúmeras
qualidades de seu compor fascinante, inspiração harmoniosa e intensa, cujos
ecos refletem o lirismo do brilhante poeta.
O homem apaixonado, pai amoroso, humanista consciente, o defensor da pátria que
representa em missões de trabalho, irmão caricioso, filho amoroso, o amigo
dedicado e transbordante de admiração, tudo isso se mescla no poeta que compõe
seus versos como uma oração inspirada do fundo de sua alma rica e terna.
"Rimas do Azul
Infinito” é um canto de amor, esperança, saudade, elegia, conhecimento e
sedutor agradecimento pela vida em pedidos por todos os seres que caminham no
mesmo planeta. É quando ele se compromete consigo e a humanidade apresentando
seu admirável livro:
"Estou
certo de que todos nós devemos explorar ciosamente as nossas potencialidades
para atingirmos a plenitude, sem impedir que os outros a experimentem também, já
que todos recebemos a Essência da Vida d’Aquele que É para sempre.” ·
Seus
poemas revelam antes até desse talento admirável, a sua alma meiga e
delicada, consciente e curtida em uma vivência de amor universal ao
clamar:
“Tendo
brasão de sobra, ora partilho,
Na
alegria, das lutas conquistadas
Ao
tinir das espadas embainhadas
Com
o amigo mais detentor do brilho”.
Em
versos e rimas seguidamente sua voz se levanta pela pátria, pela vida, pelos
amores, perdido em sons cantantes e sentimentos intensos e coloridos para então
dizer com a singeleza das almas preciosas:
“Minha
mãe, minha mãe, minha mamãe!
Só
poderia... só, rimar com mãe”.
A obra de José Donizete, esse ser humano maravilhoso que eu enalteço em cada palavra, versos ou estrofes de seus livros emociona-me justamente por essa parceria deslumbrante com talento, verdade e história de vida.
Sua
musa que ele chama muitas vezes num misto de desejo e paixão, evocando o seu
anseio realizado com o entusiasmo dos verdadeiros amantes:
”Sonhei contigo décadas a fio,
Teu
rosto cintilava mansamente,
Teus
seios me adoçavam ternamente...
Queria
ver-te, como te queria!”
Poderia
ficar horas discorrendo sobre o meu amigo poeta José Donizete Gonçalves que
fala do amor em todas as categorias, desde o da mulher de sua vida até o da
professora que ele venerou, desde a pátria genuína como das terras em que
pisou e viveu, continuando a evocar passagens, sensações, alegrias, tudo que
faz o mister da vida.
“Rimas do Azul Infinito” é
realmente o que o livro desse poeta encerra, azul em suas proporções as mais
belas e diversas, infinitas, não só pela luz que essa cor encerra em suas
rimas belíssimas mas também pelo infinito de seu próprio ser, de seu talento,
dos cantos imponentes ou singelos, o coração a se derramar em cada poesia de
indizível e imaterial ternura”.
E
apresento aos leitores esse magnífico livro que tive a honra de prefaciar na
certeza que seus poemas os enriquecerá num presente duradouro de paz e carinho,
encanto e suavidade, emanados do talento indiscutível do autor.
Vânia
Moreira Diniz