Poemas

Eustáquio Mário Ribeiro Braga

Boneco
29/12/2000

Nasci mamãe!
Estou no seu mundo
Que agora também é meu

 

Ainda não me acostumei com as pessoas que me tratam de uma forma esquisita.
Às vezes me cansa tanta visita
Pareço estar em outra dimensão
Será que sou a maior atração

 

Lá dentro da sua barriga estava bom
Via tudo num tom marrom
Mas era um mundo mais escuro e apertado
Não dava para trocar muito de lado
E também não precisava fazer tanta força
Aqui tenho que me virar para me nutrir
E os seus seios quero engolir
O seu leite poderoso soro
Que me deixa fortalecido e com sono.

 

Será, mamãe, sempre assim?
E será esta a missão de uma criança?
Trepar em colos e deixar todos babando
Enquanto papai me tece elogios
Serei sempre a alegria dos tios?

 

E porque me chamam de Fernando?
E porque me chamam de Otávio?
Se para mim, sou apenas mais um novo ser vivo que veio para espalhar amor...
Sou um pequenino grande homem
(em forma de bebê)
Fernando Otávio para você.

THA©KYN

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