
Poemas
Eliana Mora
Uma
manhã comum
cinco de julho de
2001
Num dia em que o lençol
permanecesse enxuto de suores
em que o sol entrasse sem pudor de retratar
a luz
o café fosse arrumado
naquela alta e esquecida bandeja
com pés finos de bambu
e o bichinho junto à cama piscasse
o compacto violão deixasse a proteção
e procurasse
na partitura alegre um certo
brio
para paginar aquele quadro
[um sonho bem comum
O
peito
com a clave de outro sol arrancaria
a si
e arriscaria um solto amanhecer
ali