Brinquedo da vida

Farrapo humano,

sujo, amarrotado,

jogado na margem

fria de uma estrada...

És o joguete que resta

de uma vida.

És a essência que ficou

de uma saudade.

Fragmento de gente

parceiro grotesco

da lama sombria

que beija teus pés.

Feneces sozinho

no inverno obscuro,

te infiltras nos sonhos

para escapar da verdade.

As vestes que cobrem

as mágoas que escondes

predizem ter rumo,

destroem o teu vulto.

Brinquedo partido

por mãos caprichosas

a noite é o teu mundo,

o pranto é a tua calma.

Erguei-te pois, e revive.

Aquece tua vida

com o sol que te dou.

Umedece os teus lábios

no orvalhar dos meus beijos.

Farrapo de gente,

joguete da vida,

Aqui tens minha alma...

voltar