Inocência

Em seu berço

meu filho

tão belo

dorme.

As pálpebras cerradas,

o maior abandono.

Nada passou.

Nada deve.

Nada virá.

Para aquela cabeçinha loura

os tempos não existem.

A vida, para brincar,

é pouca.

Possui canhões

soldados e espingardas.

Mas não temem aqueles homens de fardas

porque não falam... porque deles

ele é o senhor,

é o comandante...

Com um só grito

arrasa as fortes e as trincheiras,

por ser ele

o rei das brincadeiras.

(A meu Filho Aristos João...)

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