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Mar... Melancolia
Melancolia nua, que me invade a alma,
chora dentro de mim.
Como tristes rios, como mães solitárias,
como filhos que perderam
o calor próprio do sangue.
Melancolia, de terras mui longínquas,
veio á minha procura.
Quem sabe se por se eu
a imagem viva da noite que acaba,
a imagem morta do dia que começa,
– a verdadeira imagem do silêncio.
O dia já não canta mais...
Nada sente.
Futura – mãe chora,
leva o filho nas estranhas
sem saber o que o aguarda.
Somente o amor puro, desesperado,
acompanha a luta incessante
dessa inquieta melancolia.
Somente o amor exala perfume
embriagador e misterioso...
Não compreendo o amor,
como não compreendo a humanidade.
Os humanos são os mares...
mares que transbordam
E beijam as areias estranhas.
Após o beijo, recomeçaram a velha dança,
para provar o sabor da profundidade.
Não sei que amor existe.
Que melodia, que cores, nem que som.
Que almas ocupam os verdes mares
eu não sei.
Sei que apenas tenho a melancolia,
transformada em mar dentro de mim.