Alma Inquieta

CONTRA-CAPA


     Maria da Graça Almeida

   

 

Para a Maria da Graça a propósito de poesia.

  

Maria da Graça com esta escrita de poesia e prosa poética revela a universalidade dos seus sentimentos. Os textos escritos nos últimos 5 anos mostram o seu gosto pela poesia e assim somos confrontados com o facto de que “ De repente senti vontade de escrever, passar para o papel” e “aquele momento, e tudo o que sentia cá dentro”.

Porém sem deixar aperceber o drama interior de quem sofre uma doença crónica, refugia-se nessa poesia que nasce naturalmente e diz “Sonhar faz-me bem, viver aventuras, ir a lugares que nunca vi”. Mas a poesia torna-se uma razão de ser e assim “A vida para mim só tem sentido, se poder escrever poesia”.

O desafio que impõe a si própria de escrever poesia / prosa poética cresce na coragem da luta contra os efeitos da doença e é particularmente visível esta luta no texto da “Visita Inesperada”. Como para muito dos doentes, para Maria da Graça o facto de estar menos apta não a faz inapta e assim as palavras escolhem as aves e as asas e acentuam o amor por quem ajuda.

O valor do que escreve não pode ser dimensionado na forma ou no estilo, a verdadeira dimensão está no sentimento com que escreve e como sente. Não é por acaso que nos lembra: “A poesia, sente-a quem a escreve e quem a lê”.

Parabéns por esta escrita e pela coragem de ser um grito de luta do fundo do coração.

                                                                           

 Porto, Junho 2005
Pedro Moradas Ferreira (Professor)
Delegado no Porto da APDPk

 


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