

Clevane Pessoa entre
Pessoas

Lygia Fagundes Telles in Conferência - Academia Paulista de Letras
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Fotos: Lygia, bela em todas as idades...
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Academia Paulista de Letras, em 07 de maio de
2009, Lygia Fagundes Telles! O nome da escritora sempre exerceu uma grande fascínio cobre mim. Nos Anos 60/70, quando eu trabalhava na Gazeta Comercial,e depois, com Messias da Rocha, fui co-proprietária do tablóide Urgente, Editora de Arte e Literatura , as editora mandavam-me livros para resenhar. Jovenzinha, eu a achava linda - e era, o protótipo da mulher de rosto sedutor, mandíbulas bem arcadas, olhos expressivos, elegante. Quando a José Olympio, que era prolífera em bons autores brasileiros mandava algum de Lígia, eu largava tudo, pata ler seus enredos com sabor de veracidade, mas povoados de encantamento. Amava as protagonistas verdadeiras, a alma feminina ali, garganta exposta ao beijo ou à faca do leitor. Dos tempos de normalista, já lera o famoso Ciranda de Pedra. Da editora, recebi os romances Verão no Aquário, 1964, As Meninas, 1973 (que mereceu o Prêmio Jabuti) e As Horas Nuas, 1989. Lia os de contos, as antologias. Relia. Lembro-me grávida de meu filho Alessandro (desenhista e contrabaixista Allez Pessoa, meu primogênito e filho de meu primeiro marido, e colega de redação Antonio Messias da Rocha Filho, poeta-trovador), no ano de 1971 e deliciar-me, semiplenilunar, com a "Seleta" - uma seleção da Nelly Novaes Coelho, da coleção Coleção Brasil Moço-Literatura Viva Comentada. E levei-a para a maternidade, pois ele nasceu dia 04/01/1972, pensando em ler nos intervalos, incapaz ainda de avaliar que um recém nascido pede nossa atenção por 24 horas. Seus livros são traduzidos para outras línguas. Apraz-me saber que outros leitores que não os brasileiros também degustam-lhe o estilo personalíssimo. Lygia escreve desde nova, uma mulher para se aplaudir, que pertence à Academia Brasileira de Letras e além da José Olympio, editou pela Cultrix, pela Cultura, pela Noca Fronteira - e é chamada "a menina dos olhos" da hodierna Companhia das Letras. Participa ainda de várias coletâneas e antologias, com textos estudados em escolas. Lígia recebeu premiações importantes e cito: Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958), Prêmio Guimarães Rosa (1972), Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras (1973), Prêmio Pedro Nava, de Melhor Livro do Ano (1989), Melhor livro de contos, Biblioteca Nacional, Prêmio APLUB de Literatura, Prêmio Bunge (2005) ,Prêmio Jabuti ... Agora, a Academia Paulista de Letras, à qual pertence, envia-me convite para uma conferência - ela que em 19 de abril, completou 86 anos. Adoraria poder ir. Voaria de Belo Horizonte a São Paulo, para abraçar essa escritora! Desejo muitos sucessos nessa conferência, que certamente será ótima, pois a autora é testemunha de várias décadas. Parabéns à APL, por essa iniciativa.
Clevane Pessoa de Araújo Lopes "Prezados amigos: Como parte das comemorações do Centenário da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, a acadêmica LYGIA FAGUNDES TELLES proferirá conferência na próxima quinta-feira, 7 de maio de 2009, às 17 horas, na sede do Largo do Arouche, 324, 2º andar. Vocês são convidados especiais para esse evento que terminará, impreterivelmente, às 18 horas. Aguardamos vocês.
José Renato Nalini POEMA PARA LYGIA Tantas mulheres cantas em prosa, cantigas d'amiga, ironia fina, leque de perfis. Sabes de ti, sabes de mulher e menina, adolescentes, das inventadas, das recriadas, das conhecidas, até as que são de ti remanescentes. Femininamente, dançam a ciranda de pedra, antes do baile verde, fazia verão no aquário, Lígia, em qualquer idade, olhos de menina a triar novidade e filosofia, Diana e Atena, Hebe e Hera, menina de nossos olhos. Clevane Pessoa de Araújo Lopes |
Clevane Pessoa de Araújo Lopes,
nordestina de S.José de Mipibu, RN, mora em Minas Gerais desde a infância, tendo
retornado à capital mineiro depois de dez anos no NE(S.Luiz, Maranhão) e N(
Belém,Pará).
É psicóloga, tendo estudado no CES em Juiz de Fora até ao oitavo período.Por
motvo de enlace, com o engenheiro civil Eduardo Lopes da Silva, mudou-se para
Belo Horizonte e concluiu o curso na FUMEC.
Escreve desde a infância e poesia a partir dos dez anos de idade.Palestrista,
oficineira, em temas literários ou de psicologia, é desenhista e gosta da
beleza-em todas as suas fontes vertentes.
Embaixadora universal da paz (Cercle Univ.de Les embassadeurs de la Paix-genebra,
Suiça), poeta Honoris causa pelo CBLP,para oito países Lusófonos, Patroness da
AVSPE, Diretora regional do inBrasCi em Belo Horizonte,Integra a rede Catitu na
Núcleo de Entrevistas Clevane Pessoa entre Pessoas,é Representante do Movimento
Cultural aBrace (Uruguai Brasil), na capital mineira e é Delegada da ALPAS XXI
por MG e bahia.Pertence á Academia de Trovas do RN desde 1968 e a outras
academias literárias , na qualidade de Memebro Correspondente.Nos Anos 60/70,foi
nomeada Delegada Ad Honoren," com todas as honras de representação distinguida",
do Instituto de Cultura Americana,registro 5041-França, Paris, UNESCO, pela
filial do Uruguai e da ARIEL (Associação de Livres Pensadores), pela filial de
Portugal.Graças a esse dois últimos cargos, forneceu cartas de apresentação a
artistas e poetas brasileiros,que dessa forma, escaparam da Ditadura Militar e
puderam sair do País.
É mãe de Cleanton Alessandro (Allez pessoa, contrabaixista e desenhista e
Gabriel (massoterapeuta),viúva de Eduardo Lopes da Silva.