

Clevane Pessoa entre
Pessoas
Poema de Neuza Ladeira, POETISA e artista plástica


Imagem: aquarela da autora, enviada por ela. As fortes cores marcam uma fase nova de sua arte: mutatis mutandis, aquarelista cícliva e figurativa, que sofre derrames de formas e cores á revelia do desejo: inspira-se e pinta. Nós, que lhe conhecemos o estúdio, já visitamos exposições, bem conhecemos a multiplicidade que habita dentro dela.
E rosas , para combinar com o olor da primavera perene que nela reside .
Neuza Ladeira recebeu recentemente uma estatueta, na Câmara Municipal de Belo Horizonte,num evento que lembra os que se destacaram por resistência à ditadura militar.
Fica-nos até difícil imaginar que essa mulher pequenina - em seus poemas, "pequena flor" se intitula, com seus dezoito anos, tão mignon que seu pé é número 30, tenha sido tão barbaramente torturada, em três Estados brasileiros e desse período de pressão e descontrução, tenha nascido a poetisa e a aquarelista que conhecemos pela força e pelo colorido dos versos e das telas.
Autora de Opúsculos (anomelivros, Belo Horizonte,), que fiz questão de levar a Montevidéu e deixar na biblioteca pública da intendência da capital uruguaia, e de Quarto de dormir, Quarto de Pensar (Editora Urbana-RJ), deu-me a alegria e a responsabilidade de pedir que prefaciasse o segundo (mas ainda inédito, a sair em breve): OS COMEDORES DE SONHOS. Esse, é pleno de alegorias sobre a tortura. O torturador "o homem da bengala cega" e a torturada "pequena Flor" aparecem de maneira sutil e bela, entre metáforas e metonímias, qual uma trepadeira de rosa silvestre e perfumar nossa memória. Somente uma alma poética poderia camuflar o horror com a beleza.
O Universos de Neuza (Maria) Ladeira é reiventado, argamassado pela corajosa tentativa de resistir e sobriver. Amiga generosa, ama a dança ,as formas, um gatinho branco, a família e nós outros. Usa alguns "placebos" extraordinários, enviados pelos deuses das artes e do verbo, aliada à insensatez encantadora de Bacco, na expressão da alegria pura. Que bebe e come transubstancialmente e transforma e regurgita qual a mãe pássara para alimentar os filhotes, seus leitores.
Clevane Pessoa de Araújo
Lopes
- poeta honoris causa ,pelo CBLP
- vice-diretora do inBrasCi em Belo Horizonte, Mg
Poema para uma guerreira.
Clevane Pessoa
Cercada de pássaros e verdes,
flores olorosas, na dimensão
das perplexidades e respostas
singular,a Poeta co-existe
com a aquarelista prolífera.
mulher- fera, capaz de percorrer
distâncias em savanasda alma,
mulher- semente,capaz de florações
inexplicáveis ,mas claras,
mulher-amiga,de entregas plenas,
mulher - criança:entre flores,
ainda menor pequena flor
no bando dos cuiucuius,
alaridos e trinares,
lagoas plácidas e ardentes mares,
na arte e no verbo,resiste ,insiste,
na corda bamba da tempestade e da calma,
prossegue ,corajosa e frágil,
entre emoções e monções,
apoiada pelos amigos verdadeiros
que por sua vez, bebem de sua força e nela se apoiam também.
Clevane Pessoa de Araújo Lopes,
nordestina de S.José de Mipibu, RN, mora em Minas Gerais desde a infância, tendo
retornado à capital mineiro depois de dez anos no NE(S.Luiz, Maranhão) e N(
Belém,Pará).
É psicóloga, tendo estudado no CES em Juiz de Fora até ao oitavo período.Por
motvo de enlace, com o engenheiro civil Eduardo Lopes da Silva, mudou-se para
Belo Horizonte e concluiu o curso na FUMEC.
Escreve desde a infância e poesia a partir dos dez anos de idade.Palestrista,
oficineira, em temas literários ou de psicologia, é desenhista e gosta da
beleza-em todas as suas fontes vertentes.
Embaixadora universal da paz (Cercle Univ.de Les embassadeurs de la Paix-genebra,
Suiça), poeta Honoris causa pelo CBLP,para oito países Lusófonos, Patroness da
AVSPE, Diretora regional do inBrasCi em Belo Horizonte,Integra a rede Catitu na
Núcleo de Entrevistas Clevane Pessoa entre Pessoas,é Representante do Movimento
Cultural aBrace (Uruguai Brasil), na capital mineira e é Delegada da ALPAS XXI
por MG e bahia.Pertence á Academia de Trovas do RN desde 1968 e a outras
academias literárias , na qualidade de Memebro Correspondente.Nos Anos 60/70,foi
nomeada Delegada Ad Honoren," com todas as honras de representação distinguida",
do Instituto de Cultura Americana,registro 5041-França, Paris, UNESCO, pela
filial do Uruguai e da ARIEL (Associação de Livres Pensadores), pela filial de
Portugal.Graças a esse dois últimos cargos, forneceu cartas de apresentação a
artistas e poetas brasileiros,que dessa forma, escaparam da Ditadura Militar e
puderam sair do País.
É mãe de Cleanton Alessandro (Allez pessoa, contrabaixista e desenhista e
Gabriel (massoterapeuta),viúva de Eduardo Lopes da Silva.