Filosofia - Colaboradores
(coordenado Por Virgínia Fulber)
e com a colaboração de autores convidados.

Paulo Freire – um projeto educacional libertário
Mariah de Olivieri

As relações que o homem trava no mundo com o mundo (pessoais, impessoais, corpóreas e incorpóreas), apresentam uma ordem tal de características que as distinguem totalmente dos puros contatos típicos da outra esfera animal; há por isso mesmo, uma pluralidade na singularidade.

Paulo Freire

Educação é fundamental. Sem educação, inexiste autonomia. Neste sentido, Paulo Freire[1], mestre arrojado e corajoso, aponta algumas diretrizes. A base fundamental de sua visão pedagógica abaliza o caminho de uma educação consciente, como método de ensino exitoso na contemporaneidade. Esse assunto é de suma importância dentro de um contexto onde a preocupação com a forma e o método de ensino fazem toda a diferença, pois é a partir da educação consciente que poderemos auxiliar a formar cidadãos dignos.

A base filosófica do pensamento de Freire constitui-se na convicção de que o indivíduo foi criado para se comunicar com seus semelhantes. Freire crê em uma educação orientada para a autenticidade, onde ajam condições metodológicas para que nenhum ser humano seja excluído ou posto à margem da vida nacional. Freire afirma que é preciso educar pelo diálogo, pela comunicação, que consiste em uma nova forma de trazer as pessoas outras possibilidades, efetivando novas relações humanas, que propiciem o desenvolvimento de uma consciência crítica, direcionada à verdade e a justiça social.

O diálogo, atividade pedagógica por excelência, norteia a filosofia deste extraordinário educador. Freire enfatiza que as falas devam ser autênticas e que a palavra se torne o agente para a transformação da consciência humana. Que a palavra se torne geradora, isto é, que ela seja o instrumento de mutação do indivíduo e da sociedade. Cada educador possui em suas mãos a gloriosa incumbência que, quando efetivamente posta em prática, (a máxima de educar para libertar), gera condições para que cada sujeito exercite suas potencialidades como seres humanos dignos, cientes de seu papel.

Na fantástica arte do educar, devemos voltar à atenção aos mentores, para auxiliá-los a cumprir sua missão da forma mais humana possível. Sabemos que só o saber intelectual não basta, urge que os educadores adquiram a coragem de buscar melhores condições de ensino, utilizando métodos cada vez mais consistentes, fornecendo uma educação que possibilite aos indivíduos o desenvolvimento de seu saber, concomitantemente ao seu caráter.

[1] Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife, na década de 20, foi um grande educador. Destacou-se por seu trabalho na área da educação voltada tanto para a escolarização popular como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Mariah de Olivieri - É Bacharel em Comunicação Social, Mestre em Filosofia e  Terapeuta-Especialista em Essências Florais. Mantém uma coluna mensal no Jornal Varanda Cultural – Porto Alegre.

Participa do Núcleo de Estudo, Pesquisa e extensão em Educação Estética Onírica – NUPEEO na FURG, em Rio Grande , trabalhando a linha de pesquisa Educação estética onírica no despertar dos sonhadores.


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