
Filosofia - Colaboradores
(coordenado Por Virgínia Fulber)
e com a colaboração de autores convidados.
Tragédia humana
Mariah de Olivieri
E semicego de seqüelas várias fiz de espera o sol a surgir. E na escura desilusão de iludido reluz loucura em breve brilho.
Rogério de Almeida
A tragédia do indivíduo é um apelo incontornável ao diálogo com as questões da contemporaneidade. A perda de nossa originalidade é um fato. Urge atentarmos para o não dito. Um exemplo disso é a luta diária que enfrentamos para afirmar nossa identidade.
Desde a infância somos pressionados a nos enquadrar em parâmetros predeterminados. O drama do não si mesmo, ou seja, a primazia pelo comum, pela não singularidade, é uma grande tragédia, na medida em que abrimos mão de qualquer traço de particularidade e deixamos de ser quem realmente somos para obter o sentido de “pertença” a um grupo.
Esse comportamento configura uma espécie de adestramento, onde o indivíduo permanece imobilizado. O resultado desse processo é a construção de uma existência que não traduz nossos anseios e vontades próprias.
O apego a um roteiro previamente determinado restringe e impede a felicidade plena. Mais fácil é nadar na correnteza e não contra ela. Será?
Ao Utilizarmos nosso poder de mudança, alteramos nosso destino. Urge buscarmos nossa verdadeira essência e nos tornarmos o sujeito, o si - mesmo de Kierkegaard. Sem esse encontro, nossa existência será eterno engodo.
Mariah de Olivieri - É Bacharel em Comunicação Social, Mestre em Filosofia e Terapeuta-Especialista em Essências Florais. Mantém uma coluna mensal no Jornal Varanda Cultural – Porto Alegre.
Participa do Núcleo de Estudo, Pesquisa e extensão em Educação Estética Onírica – NUPEEO na FURG, em Rio Grande , trabalhando a linha de pesquisa Educação estética onírica no despertar dos sonhadores.