

Inclusão - Textos
Como lutar
Cristina Arraes Moreira
Talvez esta seja uma palavra forte demais. Talvez alguns pensem assim. Mas, a considerar todos os problemas daqueles inserido em grupos atingidos por discriminação, considero ser a mais adequada. Passada então esta primeira etapa do raciocínio, vamos adiante.
Como lutar? Ou seria melhor com quem lutar? Acho que sim. Pensemos com quem lutar. E para isto, devemos analisar o comportamento das pessoas que sofrem preconceitos das mais diversas formas.
Juntam-se em grupos de ajuda com finalidades diferentes. Uns se refugiam junto a seus iguais. Outros unem forças para militância. Tudo muito bem. É ótimo que as pessoas se juntem, unam forças, para que possam lutar por seu lugar ao mundo. E vão surgindo cada vez mais, grupo e mais grupos. Os integrantes aproveitando suas próprias potencialidades para se adequar em que tipo de grupo se inserir.
Mas será que devemos sno unir apenas aos nossos iguais? Acho que não, se é uma integração que se busca. Critica-se outras pessoas justamente porque discriminam aqueles que se consideram “normais” ou “dentro dos padrões” e, na luta contra esta forma de viver, obedecemos aos esquemas que estes nos impõem.
Pensemos mais adiante, em quantos grupos são discriminados. E se unirmos forças, formando um universo diverso, que deve ser o sonho de todo ser humano? Acho que talvez chegássemos até a maioria. Que beleza de chegada! Um mundo diverso! Um mundo que se compreende e que olha para as diferenças, um do outro. E não precisa ser diferenças similares, em blocos, como se fôssemos planejados em série. Cada ser é único!. Um mundo pleno, como deve ser.
E prosseguindo nesta reflexão, podemos dizer que é esta a forma de luta. Vejo muitas pessoas sofrendo, atingidos por injustiças, clamando por seu lugar, por deixar sua natureza livre, sua forma de ser desabrochar, sem culpas, dores ou complexos. Vamos então rever nossas forma de lutar, unir diferenças, num entendimento mútuo. Não se chega a lugar nenhum, quando se está preso em seu próprio casulo.
Pensar desta forma: Eu sofro, mas e meu companheiro de caminhada? Talvez esteja com feridas ainda mais profundas, incapaz de olhar para fora, incapaz de reconhecer uma outra necessidade.
Desejo apenas que fique esta mensagem: Estamos lutando certo? Como lutar? Com quem lutar?
Cristina Arraes Moreira é carioca, escritora, poeta com site pessoal dentro do Portal Vânia Moreira Diniz e escreve em vários sites literários. Formada em Estatística pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas e pós-graduada em Orientação Educacional. Exerce a profissão de Pesquisadora No Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE.