


A busca
Maria Anatercia
O amor é uma cachoeira que despenca nos rios do coração.
Rios que correm pelas veias para o mar da existência.
Essência de tudo, razão de nosso existir.
Aquele amor perfeito, todos nós procuramos.
Eu navego por todos os mares sem nos portos parar.
E esta busca constante, leva-me a vários lugares.
Navego. Navego, navego sem rumo, sem descansar.
O que procurava encontrei, mas o cansaço da busca não
me deixou reconhece-lo.
Quando despertei do marasmo já era tarde demais.
Ele partia em seu imenso barco e acenava para mim.
Segui-o Chamei-o. tudo em vão.
Parei e comecei a chorar, solitária, no meu minúsculo barco.
Veio uma onda e fez-me começar tudo de novo.
Jamais desistiria daquilo que era, para mim, a própria vida.
Por isso, caros amigos, eu peço, quando eu morrer,
Coloquem em minha lápide o seguinte epitáfio:
Aqui jaz uma mulher que fez do amor seu lema de vida.
Palmitos, SC, sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Maria Anatercia Arraes Schilke.
Filha de Joaquim do Monte Arraes e Maria Mercês Libório Arraes.
Nasci em Pio IX, PI, em 07.05.1935.
Aos dois anos vim para o alto sertão nordestino, no Ceará. Sou cearence de coração.
Sou normalista. Lecionei durante 5 anos como professora da Bahia e no Senac em Fortaleza.
Morei no Rio de Janeiro onde fui bancária, por 25 anos.
Agora aposentada, moro em Santa Catarina. e comecei a escrever.
Já publiquei 5 livros de poesia, contos e a biografia do Walter, meu esposo.