Antes de calar
virgínia além mar

Não há vontade de proferir sentenças,

versos,

talvez seja hora do verbo à avessas

Foram tantas palavras jogadas, sussurradas,

cuspidas nas encostas

Inscritas nos rochedos...

Que delas nutram-se as ondas,

que se tornem limo...

Dou-me o direito de navegar sem porquês

pelo menos por instantes;

deixa-me diluir, esculpir...fragmentar ...

Invadiu-me um gosto pelo sossego,

pelas calmas horas sem inspiração.

Quero ,talvez, dar-me ao direito

de cerrar  ouvidos aos clamores

que galopam ventanias.

Baixar as velas,

recolher os remos,

repousar olhar-espírito nos não anseios

Estou como folha amarelecida,  

passageira ,fermento residual...

Se é cansaço ou  paz não importa

apenas não há desejo de conceitualizar

agora preciso de um de momento para calar... 

Virgínia Fulber, nascida em Novo Hamburgo-RS, no início de uma  primavera a mais de  cinquenta anos. Assina como virgínia além mar suas obras, alcunha recebida da Escritora e Poeta Vânia Moreira Diniz.  Dedica-se à Poesia e a Prosa literária a mais de quarenta anos. Desde 2001 Colaboradora e Colunista do Site Portal  VMD e coordenadora do Canal de Filosofia do Espaço Ecos dentro deste mesmo Portal.  Membro dos Poetas Del Mundo e da AVSPE (Academia Virtual Sala Poetas e Escritores).  Membro da Academia Virtual Brasileira de Letras (AVBL).  Possui textos e poemas em outros sítios na  Internet –BLOCOSONLINE , Recanto das Letras entre outros. Participações nas obras ; ANTOLOGIA Poetas do Café Vol l- 2006 LIVRO ECO ECO-AR AR-TE PARA O REENCANTAMENTO DO MUNDO- (Org.) Michèle Sato  Ed. UFSSCar, 2007. Antologia Poetas Pela Paz e Justiça Social – Ed. Alcance na 53-Feira do Livro em Porto Alegre-RS. Exerce a profissão de Terapeuta agregando referencia da filosofia de Nietzsche e Espinosa,apostando na vida como obra de arte e buscando ampliar a visão de mundo ocidental, buscou na filosofia oriental , nas artes e na física agregar conhecimentos.   Instrutora de Yoga Esotérica  Taoísta, formação internacional e  pesquisadora da cultura indígena - Xavantes, convivência na Aldeia  Pimentel Barbosa-MT,1983.


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