


Armadilha
Débora Villela Petrin
Sinto-me presa
No emaranhado da teia
De tecido emborrachado
Que abraça o meu ser.
Sugando
Toda a minha morada no lago virtuoso.
Com tentáculos famintos
Tenta eliminar o meu saber.
Cilada em tom de brincadeira
Esfacelou
Meu coração em camadas sangrentas.
As bordas pontiagudas
Revelam o possível
Encontro da liberdade.
Nos fios cortantes
Esbravejo
De compaixão.
Soluço pausadamente
Com a degustação
Do sal
Molhando os meus lábios
De ingratidão.
Débora Villela Petrin, nascida em Piracicaba, em 10 de janeiro de 1966, interior de São Paulo, terra da cana-de-açúcar. Piracicaba terra de encantos... Formou-se em Direito pela UNIMEP em 1990 (Universidade Metodista De Piracicaba), mas o seu grande sonho era ser parte integrante do mundo da comunicação, então foi em busca dele, fez Pós-Graduação em Comunicação e Artes no Emerson College, (M. A) em Boston, formou-se em 1993. Retornou ao Brasil no mesmo ano residindo em São Paulo, trabalhou em diversas agências de propaganda na área do atendimento. Débora é uma admiradora da arte do cinema, adora o mundo da literatura e tem uma atração especial pelas montanhas e pelo frio.
Escrever poesias é uma forma de ser o que somos sem receios, e de ser feliz por inteiro.
Foi colaboradora da página de poesias do Jornal de Piracicaba e do Diário.
É colaboradora atual com os seus poemas em vários sites: