


ILUSÃO (II)
Débora Villela Petrin
A ilusão é um pontinho branco que nasce em um coração ladeado de setas indicando o amor como entrada majoritária.
E o pontinho branco vai adquirindo cor mais cor mais cor, até que um dia ele torna-se verde, a cor da esperança, a felicidade completa, o amor derrubando cores e formando um só arco-íris.
Uma cor que supre as outras tonalidades; ela arrasa corações e torna-se a chamada ilusão de tardes primaveris com suaves rostos e corpos recriando as variadas sensações.
Sensações de paz, de gaivotas nos céus, enlouquecendo a minha visão para o suspirar constante de sorrisos dignos de uma paisagem gloriosa, de um entardecer milagroso e de um luar encantado!
A paisagem gloriosa descobre que o pontinho verde sumiu.
Ele foi procurar o seu par em outros lugares, em outros vôos de puras gaivotas e eu me recordo do pontinho branco, pois talvez eu não tenha tido a pureza necessária para preenchê-lo com um verde mais real...um tom mais pessoal!...
Débora Villela Petrin, nascida em Piracicaba, em 10 de janeiro de 1966, interior de São Paulo, terra da cana-de-açúcar. Piracicaba terra de encantos... Formou-se em Direito pela UNIMEP em 1990 (Universidade Metodista De Piracicaba), mas o seu grande sonho era ser parte integrante do mundo da comunicação, então foi em busca dele, fez Pós-Graduação em Comunicação e Artes no Emerson College, (M. A) em Boston, formou-se em 1993. Retornou ao Brasil no mesmo ano residindo em São Paulo, trabalhou em diversas agências de propaganda na área do atendimento. Débora é uma admiradora da arte do cinema, adora o mundo da literatura e tem uma atração especial pelas montanhas e pelo frio.
Escrever poesias é uma forma de ser o que somos sem receios, e de ser feliz por inteiro.
Foi colaboradora da página de poesias do Jornal de Piracicaba e do Diário.
É colaboradora atual com os seus poemas em vários sites: