Folhas ao Vento
Maria Anatercia

Folhas ao vento,

amor decadente

que um dia brilhou.

Do pó das estrelas

nasceu, regado

com chuvas, cresceu.

Houve um tempo

de bonança e de fé.

 Muitas carícias,

quantos beijos trocados!

Abraços apertados,

promessas seladas

sobre juramentos.

no cofre do coração, são guardadas,

sem sentimentos, acabou.

Eram folhas tão verdes!

Verde cor da esperança

que  um dia feneceu.

Folhas ao vento, tão frágeis,

ressequidas, amareladas

pelo desamor desabou.

Folhas ao vento, que eu quis recolher.

Não deu, era o amor em pedaços.

 Cansaço de um tempo bonito

que pereceu, sem nada deixar,

A não ser a saudade no peito

à procura dos beijos.

Aonde foram parar?

Folhas ao vento,

muito longe foram cair.

Maria Anatercia Arraes Schilke.

Filha de Joaquim do Monte Arraes e Maria Mercês Libório Arraes.

Nasci em Pio IX, PI, em 07.05.1935.

Aos dois anos vim para o alto sertão nordestino, no Ceará. Sou cearence de coração.

Sou normalista. Lecionei durante 5 anos como professora da Bahia e no Senac em Fortaleza.

Morei no Rio de Janeiro onde fui bancária, por 25 anos.

Agora aposentada, moro em Santa Catarina. e comecei a escrever.

Já publiquei 5 livros de poesia, contos e a biografia do Walter, meu esposo.


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