Máscara
Gonçalves Viana

Estou aqui neste palco vazio
Tão vazio quanto o meu coração.
Eu, o palhaço, estou só,
Reluto em tirar minha máscara,
A máscara esconde minha dor,
Esconde quem eu sou.

Todos que me vêem sorridente,
Não sabem o que me vai n’alma,
É somente máscara
             [a minha aparente calma.

- Hoje tem espetáculo?
    Tem sim sinhô.
- Hoje tem marmelada?
    Tem sim sinhô.
- E o palhaço o que é?
    É ladrão de muié.

E a mulher que eu queria roubar
Não me quer, zomba do meu amor.
Portanto riam, riam, riam – Platéia!
Vocês nem percebem a minha dor!

Porque eu atrás desta
                [sorridente máscara
                [choro sozinho a minha
                                        [mágoa sem fim,
Pois hoje... Hoje ninguém chora por mim!

Gonçalves Viana,

Brasileiro, natural de Itatinga, estado de São Paulo.

Nascido aos 28 de junho de 1944, estou, portanto, naquela faixa etária que alguns chamam de terceira idade, outros de melhor idade. Sei lá, me sinto tão jovem ainda.

Há 62 anos, sou sorocabano de adoção e coração, pois minha família mudou-se para cá, quando eu tinha 02 anos de idade.

Tenho três filhos (um homem e duas mulheres), e como não poderia deixar de ser, avô coruja de um lindo casal de netos.

Sou projetista mecânico de profissão, aposentado há 17 anos. Como aposentadoria em nosso país é um caso sério, fui obrigado a montar uma empresa de prestação de serviços na área de projetos.

Apesar dessa área ser eminentemente técnica, exata; sempre gostei de música, literatura e cultura em geral (como contrapeso, talvez?).

Na área cultural tenho atuado em várias associações, tais como: Instituto Paulo Tortello – Poesia em Debate; CERES (Casa do Escritor da Região de Sorocaba), onde atualmente exerço a função de Diretor Literário; sou Vice-Presidente da Associação Cultural Coesão Poética; participo ainda, do Sorocult, o nosso querido site cultural de Sorocaba.

Tenho também, participado de vários eventos culturais da cidade: Semana do Escritor (Douglas Lara); Expo Literária (Secretaria da Cultura da Prefeitura Municipal); Saraus do grupo Coesão Poética; e outros.

E por fim – ainda sinto certo pudor em me denominar poeta – mas tenho dois livros de poesias, “Vertentes” e “Quase Cai”, editados pela Editora Ottoni. Tenho, também, participação em várias coletâneas poéticas: Biblioteca Sorocabana 3 – Poesia (Crearte); 1ª, 2ª e 3ª Coletânea do Espaço Cultural Sorocult (Ottoni); Rumores – Coletânea do Coesão Poética (O Clássico). Está previsto o lançamento o meu terceiro livro “Estilhaços”, em outubro próximo (Ed. O Clássico). 

Contatos: fones (15) 9103-7803; (15) 3234-7124


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