


Retrato
Maria Félix Fontele
Vejo-te fragmentado
no canto noturno da sala
A recompor pedaços da vida
A tecer o tempo com o fio
de tua membrana fria
Lá no fundo!
No limiar da arte
Estão meus avós, antepassados,
amores perdidos na curva
da estrada
Restos presos ao papel
Então vislumbro casarões
Velhos casarões empoados
Escravos das noites negras
A luz dos jacarandás
Pedrinhas diáfanas do rio
Caminhos de minha memória
Portas de meu infinito!
Maria Félix Fontele, jornalista, escritora, colunista, pesquisadora e editora.
Foi secretária adjunta e coordenadora de Comunicação do Governo do Distrito Federal. Coordenadora de Comunicação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi Assessora de Imprensa da Secretaria de Gestão Administrativa e da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Sinduscon, ICT, Consad, Sindser, Organização Jaime Câmara, entre outros cargos.
Atuou como jornalista em diversos órgaos de imprensa como Jornal de Brasília, Última Hora, Correio Braziliense, Jornal da Comunidade, BSB Brasil, Sete, JBN, Top News, Cinco de Março, Revista de Gestão Pública, Revista do Biocombustível,Revista Excelência, entre outros.
Ocupou diversas funções pelas várias redações em que exerceu o ofício jornalístico: repórter, cooordendadora, editora.
Foi premiada na Áustria em concurso literário. Tem poemas publicados em várias antologias e coletâneas.
É mulher do escritor Gustavo Dourado e mãe do cineasta/escritor Gustavo Fontele Dourado e do músico/ator Elias Francisco Fontele Dourado.
Tem poemas publicados na Internet na qual destaca o link:
http://www.gustavodourado.com.br/maria.htm e o cordel em sua homenagem: