


SEIVA DA NATUREZA
Madalena Barranco
Teclem sobre telas
salvem a seiva dos pinheiros -
libertem o lápis - lapsos de verde na mata.
Ouçam a voz da Natureza nas flores que o vento traz.
As últimas folhas de papel se destacam do céu.
Deixem os peixes cumprirem sua piracema em paz,
pois as ninfas ainda choram pelas microalgas perdidas.
Sintam as folhas dos galhos, que pendem dos braços salgueiros em lágrimas sobre
os rios...
Ouçam os lamento do xamã sobre o lince abatido.
Rezem para que amanhã ainda possamos ver o brinde das árvores com suas copas
transbordantes.
Tim-tim, Natureza!
Escutem o canto das aves raras. Ave Amazônia e seus guardiões.
A
ninfazul em dor canta no rio e a terra se abre,
o vento sagra-lhe a vitória régia e o sol acende sua coroa
de norte a sul. O grito de uma verde flor, ecoa.
Madalena Barranco
Da série: Fantasia & Ecologia
Registro na FBN/EDA.
Madalena Barranco, 41 anos, escritora paulistana, escreve prosa & poesia, temperadas com fantasia. Dedica sua produção aos leitores dos 8 aos 108 anos, pela manutenção da fantasia na literatura.