
Poemas
Fernando Tanajura Menezes
(Faço
Versos)
10/02/2001 - 19:16
Faço
versos
tal qual quem se desnuda
em público
Livre
das minhas
rotas vergonhas,
busco o infinito
Como
quem olha do poço,
fitando o céu,
procuro tecer
no papel da alma
meadas de desencontrados sonhos
Sonhos
quiçá dilatados,
cinéreos,
aéreos,
de cálculos em oráculos
Firo
o papel
com madonas,
gatos selvagens - azuis
- ou mosca tonta,
acabrunhada perante o candeeiro
Tateio
o pão
de amianto e
encontro o vento
Longe
do vozerio,
coloco na minha canastra
mais um verso